O abelharuco

O abelharuco

«(…) Noticia o jornal “Haberturk”, de Ankara, que prosseguem as investigações dos serviços secretos turcos sobre um abelharuco (pequena ave da família dos meropídeos) suspeito de espionagem a favor de Israel.

Há boas razões para os turcos se preocuparem, pois o suspeito foi encontrado morto num campo, com uma anilha de identificação que dizia “Israel”. O Centro de Acompanhamento de Aves israelita diz que a colocação de anilhas em pássaros se destina a estudar as suas rotas migratórias, mas quem acredita em judeus? O suspeito tinha asas “invulgarmente grandes” capazes de esconder um dispositivo de vigilância e, além disso, usa várias identidades: só em Portugal é conhecido por abelheiro, abelhuco, airute, alderela, bejaruco, fulo, gralha, melharuco e pito-barranqueiro. Depois, o facto de trazer camuflagem colorida indicia a natureza militar da sua missão.(…)»

Mais uma crónica do Anacronista ao dispor de fabulistas e chocarreiros (como diria Filinto). É aproveitar!

Medjnoun & Leila

Medjnoun & Leila

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«Kéïs possédait une chamelle légère comme le vent avec laquelle il parcourait tous les pays des environs. Sans cesse étrangère aux douceurs du repos, elle franchissait les montagnes avec autant de facilité que les plaines ; dans les vallons, c’était un torrent, sur les montagnes un tourbillon : chaque jour, porté par elle, il traversait mille pays, visitait chaque tribu, et cherchait à connaitre les jeunes beautés qu’elles renfermaient…»

«Kéïs possuía uma camela leve como o vento com a qual percorria todos os lugares das redondezas. Alheia às doçuras do repouso, galgava as montanhas com a mesma facilidade que as planícies; nos valejos era uma torrente, nas montanhas, um turbilhão: todos os dias, transportado por ela, atravessava mil regiões, visitava todas as tribos aonde tentava chegar a falas com as jovens beldades que elas encerravam…»

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Lutins | Duendes

Lutins | Duendes

Apel-les Mestres

On raconte encore que les lutins venaient quelquefois, pendant les veillés d’hiver, s’assoir au milieu des travailleuses et filler eux-mêmes avec elles. En s’en allant, ils jetaient un peloton de fil par la fenêtre, se mettaient à cheval sur ce fil, et le déroulait jusqu’au plus haut des airs, pour retourner dans le pays des nuages.

Ainda se conta que os duendes vinham, por vezes, durante os serões de inverno, sentar-se entre as fiandeiras chegando mesmo a fiar com elas. Na despedida, lançavam um novelo pela janela, encavalitavam-se em cima do fio, desenrolando-o até ao ponto mais alto do céu e retornavam ao país das nuvens.

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Trabalenguas | Trava-línguas

Trabalenguas | Trava-línguas

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«Hombres capitalistas abundam.
Quien los descapitalizará?
El descapitalizador
que los descapitalizare
buen descapitalizador será.»
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«Fama tiene el que fuma,
quien fuma famoso es por fumar;
pero el que ni fuma ni tiene fama,
para que quiere la fama sin fumar?»
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«Querer decimos es poder,
pues sin poder no hay querer:
unos quieren y no pueden,
otros pueden y no quieren;
aunque poder sin querer
es peor que querer sin poder.»
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«Anita la Chorizera come muchos chorizos.
Quien la desenchorizará?
El desenchorizador
que la desenchorice
buen desenchorizador será.»

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«Homens capitalistas abundam.
Quem os descapitalizará?
O descapitalizador
que os descapitalizar
bom descapitalizador será.»
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«Fama tem aquele que fuma,
quem fuma famoso é por fumar;
mas quem não fuma nem tem fama,
para que quer a fama sem fumar?»
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«Querer dizemos é poder,
pois sem poder não há querer:
uns querem e não podem,
outros podem e não querem;
ainda que poder sem querer
é pior do que querer sem poder.»
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«Anita a Chouriceira come muitos chouriços.
Quem a desenchouriçará?
O desenchouriçador
que a desenchouriçar
bom desenchouriçador será.»
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… etc. e tal

A Esopo, mestre da fábula

A Esopo, mestre da fábula

Foi escravo
pelo corpo e livre
pelo génio. Inventor da
fábula em prosa, pôr os ani-
mais a falar para educação dos
homens. Até hoje, nem aqueles dei-
xaram de ensinar nem estes de apren-
der. É de crer que a experiência e o saber
assim acumulado, gota a gota, sejam
um dia tão perfeitos como a alma do
fabulista, quando, sob a cólera
grotesca do seu senhor, disse:
«Tudo te é permitido, me-
nos obrigar-me a trair
a verdade.»

Vai um Ginn? | Envie de Jinn?

Vai um Ginn? | Envie de Jinn?

Djinn (ou Ginn) é a designação árabe para os génios benéficos a que os persas chamavam de Perífe. Os Perífes, são uma bela espécie de criaturas, que não são homens, nem anjos, nem diabos. São génios benéficos, e habitam, segundo os romances orientais, um país fabuloso chamado Genniflan…

Para mais informação dirija-se ao Gabinete das Fadas.

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Djinn (ou Jinn) est la désignation arabe pour les génies bienfaisants auxquels les perses appelaient de Péris. Les Péris sont une belle espèce de créatures qui ne sont ni hommes, ni anges, ni diables. Ce sont des génies bienfaisants qui habitent, d’après les romans orientaux, un pays fabuleux: le Ginnistan…

Pour plus d’informations veuillez vous adresser au Cabinet des Fées.